…Que eras tu & eu:
Falaram-me de ti!
Contaram-me da resiliência, da
força de vontade, da vontade de fazeres força, dos dias que passam das pessoas
que vêm e vão e das que indo não voltaram,
Do teu sorriso e do quanto tem
andado escondido,
Falaram-me de ti, e de como aparentemente o tempo não passa.
Perguntaram-me se desisti de te encontrar e fechando os
olhos tal como nas histórias com finais felizes, que chegam à última página,
sorri.
Sorri, porque não se desiste de algo tão extraordinário, tão
único, apenas se vai ajeitando o calendário para que a vida siga com o mesmo
propósito.
Falaram-me de ti, e desejei que
tivesses aqui, só para pegar na tua mão, abraçar-te, viver o que sonhaste e sonhar
o que viveste, de outra forma, de outro jeito, resgatar a tua alegria.
Mesmo que o amor, aquele dos
amantes, se transforme, mesmo que ganhe outros rostos, mesmo que o desejo altere
as velas, que a tesão e a tensão procure novas moradas, serás sempre a Princesa
que teve medo de acreditar, de acreditar em si, de aceitar com coragem no que a
vida nos dá.
O mundo está cheio de “almas” machucadas, de momentos escuros e queres rezingões, mas tal como nas estórias encantadas, como nos livros infantis, podemos sempre pôr de parte todas as bruxas malvadas, todos os feitiços ou enfeitiçados, os olhares tristinhos e o suspiro desesperante e continuar, com chuva, com vento, mas continuar.
Falaram-me de ti, de como o dia-a-dia mudou, como os
sorrisos ao entardecer alentam mais um conjunto de dias, de como as novidades mundanas
vistas pelos olhos de uma criança mudam as cores, o entusiasmo e por momentos a
tristeza que atormenta debaixo da cama tira folga.
Se não estás bem sozinho, então é porque estás muito mal-acompanhado,
Falaram-me de ti,
Com um entusiasmo tão intenso, que as palavras se atropelavam, e por instantes, o teu sorriso o teu lado único, o teu querer ganhou força.
Contra todas as regras e expectativas continuo a ser aquele “pateta” que verdadeiramente acredita em ti, com a força d’aquele “anjo sem asas”, daquela alma antiga que por mais um instante, teve a sorte de um novo (re)encontro.
E talvez essa seja a grande lição,
E bastou um beijo teu para me acordar…

Comentários