Does it ever drive you crazy!
Um dia…
Um dia
tivemos tudo para dar errado, mundos diferentes, visões diferentes, apenas o
mesmo olhar de sonhador.
Do meu, a distância de quem não estava em sintonia, de quem por mais desejo e querer não ultrapassava a regra básica de quem com sentimentos não brinca.
E na mesma
velocidade em que a noite corria a frase “Um dia ainda vais aprender a
gostar de mim.”
Um dia… um dia iria estar atento ao teu charme, ao teu
coração do tamanho do Universo, ao teu sorriso contagiante e a tua força extraordinária
que até a ti te espanta.
Iria perceber que o amor é fruto do acaso e que os (teus) pormenores
alteram a reação da pele.
Um dia ia perceber que estávamos indo na direção de algo incrível
, que iria ter a coragem de conhecer um lado teu que poucos se deram ao trabalho,
de perceber o quanto fazias questão de estar sempre presente, de celebrares as vitorias comigo com a mesma energia e alegria de quem conquista o planeta, de
como fazias as derrotas parecerem mais suaves, mais doces, da forma como
seguravas a minha mão e com a calma que não tens para ti ,e me dizias “Vai ficar
tudo bem, eu estou aqui”.
Que nesse dia ia
entender que aquele abraço gritava que se eu dissesse sim tu esperavas, que se
eu dissesse que ia, tu ficavas, e acima de tudo se eu perguntasse queres? Tu
dizias… Eu quero.
Um dia ias correr o risco de convidares-me para a tua vida,
para a tua intimidade, para os teus segredos mais bens guardados, que querias
dar-me a mão durante o passeio no parque, ou que ias acordar desgrenhada e apressada para
que pudesses bater-me a porta com o meu pequeno-almoço favorito, só para me
veres sorris mais uma vez.
… Um dia ia aprender… ia aprender que gostar de ti seria coisa mais fácil do mundo,
Que uma nova manhã se aproximava, cheia de descobertas e que
não iria mais necessitar de contraria o obvio.
De que esse dia, esse tal “um dia” já me tinha feito
encontrar alguém, Alguém que estava mesmo ali, de forma discreta mas presente, alguém
que colocava as mãos no meu ombro, que me deu o seu colo, quando a vida me tirou
o tapete e as lagrimas saiam desalmadamente, alguém que me mostrou que a dor é
mais fácil de suportar quando dividida, quando fazemos questão de a distrair,
nem que seja em uma simples volta na roda gigante, só para que possamos ter uma
nova vista sobre a cidade.
Alguém que fizesse aquela viagem sem destino comigo só para
espantar o medo, o quanto valorizavas as minhas fraquezas, só por ter a ousadia
de as ter, mesmo que o tempo não colaborasse, alguém que apreciava aquele vinho
em uma ordinária noite de sexta-feira, ou aquele almoço desajeitado de domingo.
Um dia
certamente iria encontrar alguém. Alguém que não tinha medo de demostrar o que
sentia, que estava sempre colecionando memorias comigo, que se apaixonava por mim
todos dias só mais um pouco, tantas vezes quantas fossem possíveis e que iria ser
capaz de me amar em todos os meus detalhes e em todas as minhas versões,
Alguém que
de uma forma que desafia a física, a logica e os caprichos da vida, um dia ia
provar-me que para ser amor, basta ser de verdade, basta simplesmente ser Amor.
E um dia, um
dia um pouco mais lá para frente, naquela forma pirosa que tu envergonhadamente
gostas, e em um registo comum de “Maria vai com as outras” …
… Um dia,
aquele realmente invulgar, incomum, extraordinário, notável e raro, aquele que quisesse realmente homenagear o que é e importante,
que por ironias da sociedade quisesse celebrar o Especial dia dA mulher, esse por
decreto deveria ter escrito o teu nome.

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