Um aplauso em Manhattan!
Em um raro
momento de distração, despiste-me!
Despiste-me
com o teu q de desejo, com a tua entrega e entusiasmo, com a forma como contas
os teus quereres, como os momentos te fazem incomum, como me convences que os
ruins nos trazem lições, que os bons serão sempre acompanhados com um sorriso
de felicidade, mas que os Especiais, bom os Especiais nos levarão a memorias inescurecíveis.
Como nas
tuas palavras um foguetão para o espaço é apenas um pedaço de anteontem, como
cada pedaço de conversa combina com o toque disfarçado, mas sedutor, no cabelo.
Como sabes
que sou um sonhador, e sonhando da forma intencional como os transformas, da
forma como dás a volta ao assunto só para deixares escapar um original – “A miúda
que sonhava ser tua…”
E,
Despiste-me,
Com o teu
olhar tímido que deixa fugir um anseio libido, e de como o fazes…
Com o carisma
incomum de quem vive tudo novamente pela primeira vez! Selvagem, destemida em
um asseio de vida.
Como o fogo
necessita de chamas em uma vontade animal, Despiste-me,
Mudas-te as virgulas e os pontos finais da história e quando tudo falta, enches esse tudo de um propósito especial, de um “amor de sempre”, de beijos saborosos e arrepios infantis, intensos, perfeitos.
E, Despiste-me,
Um pouco
mais fundo, um pouco mais leve que o toque, um pouco mais suave que alma, de
uma forma que me deixa sem folgo.
Despiste-me,
com a tua voz doce, com o percorrer dos segundos no encanto da volúpia, na loucura
de quem finge que é sempre a primeira vez, com uma genuína vontade de o ser.
Entre danças
como uma Rainha cigana e abraços de uma aventura alucinante, despiste-me, sem
despojo ou vergonha, sem timidez ou acaso.
Despiste-me
com um querer tão intenso que as palavras falharam, que tudo ficou diferente e
a vontade disse o teu nome.
Desejo, vida
e sabor, querer, toque e beijo, perfume de um qualquer lugar, arritimias
envergonhadas e apetites carnais.
Despiste-me até
amanhecer…
… E tudo isto apenas enquanto conversávamos distraidamente junto às estrelas.

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