As palavras que nunca te direi…..
Entre Paris e Roma,
Vivencias e desavenças, todas as cartas com apenas algumas
linhas e a palavra Amo-te…
Talvez não saiba se tenho tempo, para ter tempo e na verdade
não sei se até quero.
A vida é apenas um dia de verão mas teimamos constantemente
em andar à chuva e como se isso não bastasse, apenas nos molhamos em vez de
sentir a chuva.
A sorvidão do corpo a e a incoerência de se achar que se
merece mais, um lar e não apenas uma casa.
Parece que estou vivendo a vida de outros, ficando apenas
com o que sobrou…
…E outro dia de inverno um entra sai e pouco mais e de ti,
De tudo o que sinto mais falta, destacam-se as pequenas
coisas aquelas que teimosamente continuas a achar que não sou merecedor.
E as barreiras vão caprichosamente sendo maiores, secando
por dentro
Não é por não te amar, muito pelo contrário, é em nome de
tudo o que sinto por ti, é pela intensidade deste sentimento que me habita, foi
porque me corrias nas veias, que me afastei desse teu atalho, te deixei voar
rumo ao afastamento, apenas incoando baixinho num fio de pensamento doloroso: “
– Vai onde te leva a ilusão”.
E tu foste, com uma inocência de criança,
E esses são os tempos em que queremos mais do que aquilo que
conseguimos guardar.
Não chega ser ao meu jeito, também tem que ser à minha
maneira!
Não sei porquê, mas algures em alguma esquina desse dia de
verão, nos perdemos, e cada um seguiu ignorantemente cada caminho.
E eis que uma incomensurável sensação de vazio, uma dolorosa
sensação de perda, se apodera. Jamais tinha imaginado que, quanto mais te
afastavas para longe de mim… mais o amor que deixavas para trás te fazia sentir
perto.
Eu sei que a trilha do tempo irá desvanecer a memória de
todos os momentos que vivemos, lentamente… o girar dos dias encarregar-se-á de
atenuar o brilho dos olhos, o som da tua voz a entoar melodias ao meu ouvido, a
suavidade das tuas mãos no desejo da minha pele, mas como apagar o vazio
deixado no peito desabitado e a tristeza de tudo aquilo que não vivemos?
Por viver ficou aquele Anda!
Em que eu fui, sem saber para onde me levavas, sem me
preocupar onde esse caminho, que segui de olhos vendados, me iria conduzir.
Apenas fui… porque habitava-me a convicção que iria onde quer que me guiasses,
com tudo de bom e de mau que daí pudesse advir.
Esta é a minha forma de amar, só acredito no amor assim:
baseado numa confiança extrema, determinada, capaz de nos levar ao limite,
capaz de nos fazer testar todos as nossas convicções, com capacidade de abalar
todas as nossas crenças. Não confio naqueles que amam com «ses», que só se
apaixonam «quando», que só se entregam «a menos que», que investem «a não ser
que» ou é amor, ou não é, e se não é amor… então não é suficiente!
Tenho saudades dolorosas de tudo
aquilo que não vivi contigo é estranho, supostamente deveria inflamar-me na
nostalgia dos fogazes momentos mágicos partilhados a dois, mas o que rasga cada
página da minha vida, e depois de tanto tempo, é a angústia de tudo aquilo que
fica por viver.
São coisas pequenas e simples que
me assaltam no dia-a-dia, que me deixam vazio e despojado de mim, sem saber
como te fazer parar de me doer,
E o pior do “jogo” é o inevitável tempo entro o que tanto
fez, que agora tanto faz!
Swing Your Heartache

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