Viagem e Encontro - Parte de um pedaço de Sorriso



"E o embalar do tempo é o afagar dos dias, o contar de histórias em vez de horas, colher os instantes, e suavizar as margens, inquietar o ímpeto sem dele troçar, respeitar os ânimos sem a eles ceder, medir o pulso serenando o medo.

Sorrir como o sorriso de uma criança, ou como quem protege a chama do inusitado vento… 
Mas, já mais medi-lo, porque faze-lo seria reconhecer-lhe os limites.

E é com o tempo sem tempo que nos embevecemos, com os retratos de alma que nos deixamos ir, seguindo o sentimento que nos diz ser languido, perverso, sedutor, efémero na captação do momento, eterno na memória que dele decorre.

Corre por isso, a mestria do sangue feito querer, no olhar mordaz que é também vida, mapa de um destino de livre arbítrio, não fosse o acaso premeditado pelo enquadramento do olhar, pela dimensão do espaço cautelosamente deixado ao acaso pelo tempo que não tem lapso nem eclipse.

Assim é o encontro e o olhar, o impensável passageiro da aventura, do correr risco da fantasia, o peregrino da vida e de mais mundo, da antecipação e da surpresa, do rasgo e da imprevisibilidade, único, original, desconcertante, temerário, ousado e irônico!

Um olhar Leitor de Almas, Escrivão da condição humana dono do seu próprio tempo e cioso do seu alcance, estende-nos a mão sem que disso nos demos conta e tenuemente sem contrato e sem compromisso deixa-nos entrar num elevo que nos assombra, que nos intriga, que nos desvanece.

Assim é como um fazedor de sonhos, um criador de instantes, o instigador de momentos que também são nossos, sinônimos de um olhar etéreo, do universo que nos move, que nos junta que nos comove e nos demove da esforçada abstinência do quotidiano, e a esse olhar vemo-lo, pressentimo-lo e olhamo-lo com a desarmada luz da nossa própria intimidade.

Por isso o (re)encontro é o quadro e o sorriso, o nosso próprio reflexo a nossa própria inocência.

De tirarmos a sagacidade do verbo, o dom do olhar, a benesse do uso fruto, a complexidade de um mundo irrepetível, inteiro e absoluto, autentico e preciso!

Caus e harmonia, impacto e reflexão, cor e objeto, inconformismo e sedução…

… E o resoluto, ímpar e insubstituível…
...De que a Vida Agradece…"







How Long Will I Love You

Ellie Goulding

Comentários

Unknown disse…
É lindo...E como tal tem de ser dito!
Inez

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