Momentos Eternos (Assim de repente… por isto do Amor)
Que se desvendam passo a passo as expressões de cada sorriso.
O Amor nunca se repete, mas há Amores que no seu próprio
sentir ficam gravados na firmeza do Ser e se transformam em monumentos vivos,
que uns veneram, que alguns desdenham, mas que nenhum pode ignorar.
O Amor, vinga no rosto por façanha, pela coragem e pelo
querer mais alto, pelo gesto heroico e pelos ditos de memória com que folga os
momentos, capaz também de fazer um pouco d’aquele muito que faz por ninguém.
E se seguidamente é ou não Dona Joana, pouco importa, pois no
momento mesmo que possa criar alguns embaraços e engulhos é o querer que nasce
de quem ousa, de quem sonha, recortado no censo que nada tem de comum, que nada
tem de vulgar, que nada tem de rancor…
Antes se eleva nos factos que outorga, no retrato fiel da
fidelidade ao rigor do olhar feito espelho, de sons de silabas e dicção, de português
de aquém e de além-mar.
E alem dele… Os que nele se revem, os que nele se acolhem os
que com ele se envolvem e lhe devolvem sem esforço a força de uma vida a
formar-se no dia-a-dia que parte e que fica, para de novo partir, para de novo
ficar.
Assim, amanhece a rotina que nunca o é, que nunca o foi e
que já mais o será, porque o Amor se não cala, porque a voz se não esmorece,
porque a tela se não apaga, porque o Amor será como as arvores, ficará de pé
ainda que de raízes seja, porque delas será novo empenho, nova entrega e
renovada alma.
O amor não se repete…
… E de destino e arrojo foge à figura do que é o muito de
todos nós o pouco que nunca há-de ser, porque o Amor é saber e sentir, é feito
e vento, testemunho e testemunha.
Emoção e vigor, sedução e glamour, riso e ritmo no saber
estar e sentir, no gesto e no olhar, no verbo que é dito, que é escrito e
expresso… E vivido e que depois acontece e que depois permanece, desvanece e
embevece a alma dos que com ele riem e choram e entendem as linhas e
entrelinhas que forma minutos e horas segundos de um tempo que foi de uma reminiscência
que não se deixa ir!
O Amor, nunca se repete, os momentos nunca se repetem…
… Mas de memória e imaginário, fulgor e virtude estética e virtuosismo,
foi sempre o momento do que é, do que há-de ser, sem pretérito perfeito, nele
reside o presente que é indicativo de um tempo que a nós nos une, nesse mistério
que é próprio dos que se desvendam.
O Amor, nunca se repete, rei de uma távola sem geometria, de
uma fábula sem fim à vista, narrada vezes sem conta, sem peso ou medida exceto
a de clarividência do que é da história revisitada em cada olhar, em cada fala,
que fala no todo de um tempo que há-de vir.
Por isso assim é, por isso assim será e se como alguém disse
um dia:-“Das coisas mais duras da vida é
ter no coração palavras que não conseguimos exprimir”, sejamos gratos ao
amor por nunca nos ter fechado o céu.
Porque na verdade e de verdade o Amor, esse mal fadado, tem
muito pouco de uma sopa Maggi!
Carry On
Fun
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