Nesse sobressalto…
E como quem espera, aconteceu…
Com o cansaço de tanto se dar, se fechou… se guardou….
E como quem quer, por querer por perto, de tanto falar, se
calou, de tanto sonhar, realizou…
Colocou no seu caminho, sua vontade, seu querer e fez do viver
a Vida…
D’aquele sentido, platónico, patético e ternurento com o
caminho impregnado de perca, cedeu!
E cansada de tanto fazer, parou… Como quem salta o vazio,
como quem é fogo de cansaço, deixou…
(E tudo o que se fala, fala-se com mais sal!)
E Assim… a Vida… Cansada de tanto chorar, Amou! Cansada de
tanto querer, (por sinal…) cuidou…
Cansada de tanto errar… de cor retificou, guardou…
E Por (um) dia, por defesas inconcretas e medos gigantes, expirou.
E Por (um) dia, por defesas inconcretas e medos gigantes, expirou.
E nesse momento… A vida, cansada de “chegar”, partiu, trocou
sentidos por sentir, retirou o ontem, colocou amanhã e em cada lugar,
naufragou!
Se encontrou e cansada de tanto se zangar, sorriu, extenuada
de obedecer, libertou…
Se abduziu, extraiu e com açúcar caminhou… para lá de Baghdad,
de dedo em riste, colocou.
E em um gesto, no
lugar de andar… Voou… Farta de tanto beber, festejou
Partiu rumo à Primavera e de tanto prazer, se transcendeu, e nem tanto ontem, nem tanto amanhã, Cansada de tanto procurar, se perdeu….
Partiu rumo à Primavera e de tanto prazer, se transcendeu, e nem tanto ontem, nem tanto amanhã, Cansada de tanto procurar, se perdeu….
De tanto recuar… A vida te beijou! De tanto se limitar, ousou. Cansada de tanto doer, enlouqueceu. Cansada de tanto
defender, bateu.
Do Tarde fez cedo, deixou-se amar loucamente como um ensaio
sobre a lucidez e com vontade de mudar, mudar, mudar… Mudou!
Acordou no Amanhã… E ala que se faz tarde... Falou ao ouvido,
chegou e sentou-se!
Procurou seu papel… o principal e na confusão do silêncio da
saudade, da textura adormeceu
Excomungou os seus fantasmas, gastos… Deslindou o seu gosto e contestou…
Contestou as confissões, os dias que passaram o que ficou e o que foi…
Gritou, sussurrou:
Gritou, sussurrou:
“… Enquanto
não chega o amanhã, enquanto não chega e não parte, cansada de tanto lembrar…
Esqueci… “
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