Two shoots of whisky



E se…

E se o teu olhar fosse como uma cora real? Assim de ouro, e o teu toque? A ponta de teus dedos fossem assim como diamantes?

Seria o suficiente para desperdiçar?

E se o sabor da sabedoria passasse por teus lábios na direção de Deus, o Desperdiçarias?

Então a forma como te subestimas entre duas pedras de gelo, como te reverencias e sobes as escadas da fama com duas gotas de desperdício, te leva onde?

Sê pouco no mundo, pois mais uma vez és especial!

E assim… Antes de tudo, sempre que fechas uma porta e nada se abriu no seu lugar, acabas-te desperdiçando!

E…
… E… Mesmo que anoiteça e amanheça eu, todo o suporte de respiração será de uma sensibilidade gigantesca.

Muito mais, muito maior que toda a conversa que possam inventar sobre esperas, espaços distantes e algures que molduram a alma como sorriso disfarçado de choro… a magnitude de um abraço.

Talvez…

Talvez… a estrada se transformasse em um lugar propício para os desencontros, com sabor a fim de verão, dos últimos banhos de mar, de um último toque de areia…

Só, a cada momento em qualquer lugar, o cultivo de um esquecimento por onde me afasto e deixo doer!

Deixo doer uma consciência refém… de ti, do mundo do sorriso que findou…

E… Conta-me, lenta e longamente o caminho das tuas fraquezas, deixa-me afrouxar as tuas resistências, já não procuro entender tanto.

E Sobre(o) viver, de repente…

… De repente, quem sabe, algum encontro se desencontre dos desperdícios e correntes, e permita que algum rasto de amor se multiplique…

Pois…

Pois… às vezes é preciso aprender a perder, a escutar sem esboçar uma única palavra, e a falar sem rigorosamente nada dizer… E esconder… Esconder o que mais queremos mostrar.

E por nenhuma razão em especial, apenas por Tudo, apenas por nada, quando não quis ver, quando ninguém quis parar os doces ecos surdos de quem não tem paz, o passar da vida …

E da vida… Às vezes… É preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que a alma mais grita…

Da voz, a vida e dos desencontros o caminho… às vezes mais vale desistir do que insistir…

E do desperdício (a) sobra!

Pode-se eu ter lido o Futuro!


My Own Prison
Creed

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