Se eu fosse a tua pele e Tu o meu caminho – The final cut
E quando o às vezes pode demorar mais que um instante, de presença esgotada o tempo endurece qualquer armadura.
p’lA fumaça do cigarro e o escuro que incendeia as veias…. … Ensaia-se novos sorrisos, texturas de novos sentimentos e agarra-se a vida, deixando em troca tudo aquilo que nos foi roubado!
E fico em mim por um estado de sentimento macio, de entusiasmo estremo e sensibilidade incidente… Atravesso o muro, mesmo com o risco de cair, volto ao cais, protegido…. Alinhado com a noite pequena e perdida onde pouco ou nada parece bater certo!
E vagando pelo chão da alma sinto o sabor do fim do mar, do que resta…
É que la de cima o tempo passa, tudo passa… E apreciando essa gentileza ténue de equilibrista… …
Questiono, se quando “a corda balança” a travessia vale os vales do munto… mas, vale… Vale muito, vale cada centímetro de sorriso, cada pedaço de frase….
E Demorando no sorriso, no sopro do deserto, desencontrando(-nos) pelos verbos e silêncios sobra historia e falta sentimento, até que durem as letras, os tempos e os versos…
Um segundo acaba arranhando o tempo, no estado e pouco mais, no tudo & no nada de qualquer coisa bonita, qualquer coisa imensa e (e)terna.
E não me atraso para o desalento, dentro de mim também existem (sim) noites escuras e de silêncio, no entanto cuido e luto para que essas horas solúveis, não me atrasem na estação.
Não me atraso para a falta de riso, para a falta de ar…
E rumo para o mais além para a nova batalha, até porque a coragem sempre chega cedo, muito cedo e não espera o momento… …sussurra que todo o caminho é momento…
Sinto que talvez o dia que me faltar a coragem, e me escape o horizonte…. Talvez nos encontremos no mesmo lugar, Até… Até, porque existe um estado especial, escondido em algum lugar do dia, esse mesmo estado que se levanta com o sorriso de um qualquer balcão corrido, segredando guarida junto á tempestade.
E que de um lado quente da saudade, a vida é um eterno não saber, de mim, de nada dos sopros que se levantam, juntos com os planos diferentes…
E um pouco de céu hoje bastaria um pouco de céu, no lugar dos porquês, dos “muito cedo” ou “tarde de mais”…. Existem momentos, que enfeitam os improváveis instantes, com um punhado de Afinal de contas….
Os balanços, podem ter a cor e o tamanho dos sonhos enquanto se arrisca a poetizar as batalhas e na ausência inevitavelmente do não dá certo, pois a falta quer sempre um pouco mais de espaço, para deixar de existir…. …
E deixei, Ela deixou, nos deixamos e toda aquela sensação de eternidade de súper heróis amanhece desbotada no soltar das teclas de um piano… …
De palavras que despertam teimosas, adultas demais, pelo corredor da vírgula, de um chão que não guarda espaço para tudo o que foge!
Procuro distrair as rimas que são para outro amanhã, minimizo os espaços e finjo que não ardo…
Gasto e recomeçado! E espero já sem desespero que a noite caia, no retorno ao caís, sentindo o sabor do sopro de um “tanto faz”….
Não existe um tempo certo para a vertigem….
Só hoje senti…. Que certas simplicidades, são tentativas complexas… Que dentro de um “enquanto” há muitas esquinas... …E quando o tempo passa, enquanto você vira, enquanto (o) outro se levanta e nada acontece se regista a imortalidade do que é pouco tempo, para o que é quase-agora.
Do olhar que quase tudo, para a dor que quase passa….
…Porque o que resta… É no mínimo… Muito corajoso um pouco de Céu!
The Final Cut
Pink Floyd
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