Would you mind if I killed you?



Se eu pode-se, adormeceria o medo, pararia de tentar e não mostraria uma única gota de misericórdia, pela maldição que nos atravessa!

Pararia de tentar, de procurar e ficaria, Viveria Todos os Dias! Seria o dono da história…

No início do dia, vestiria a pele de uma personagem antes de subir ao palco, e por um piscar de olho, poderia ver através dos teus…

Enquanto o sol nasceria e o asfalto correria a velocidades vertiginosas, preparar-me-ia para ser EU! Mesmo que existisse quem não estivesse preparado! Mesmo que existisse quem tivesse a sua alma em chamas…

Seria muito mais que uma gaveta “cheia” de histórias delicadas, uma “par de asas” e uma imaginação…

Sem me importar, para tudo aquilo em que não existe um jeito, não tem como poetizar, ou solução, guardaria uma surpresa que despertasse dentro de nós…

Aceitaria que o “para sempre” às vezes dura segundos e seguiria.

Desaprender-me-ia de mim, de qualquer estado intervalesco e sentiria, porque o sentir é a outra face do “saber”, do sabor!

Se eu pode-se não estaria, e pelos “Trancos e Assaltos”, criaria um novo Reino, um silêncio, um motivo e um novo passo.

E de ângulos únicos, lapidaria todas as decisões, rasgaria todos os papéis, todos os guiões e pararia de tentar…

Guardaria um conto de fadas único, particular, teria coragem e desistiria, abriria espaços para um querer mais afoito, mais completo. E muito antes do cedo ficaria com o “sumo das coisas”!

E em um silêncio limpo e sem engasgos, o gosto da vida, pela vida, de um beijar o escuro….

Sorriria no alivio de quem liberta, porque tem alturas que a vida ri só com os olhos, com os medos desse tempo de depois.

Certificaria que o tempo é um agora, e que na verdade não precisa de um sempre de que meio nado basta.

Esqueceria que tudo é possível, acabaria leve e breve, deixaria que continuasses a complicar as tuas escolhas, que de tão inusitadas fazem de ti “qualquer coisa!”

Deixaria o que em alguma noite ficou esquecido, selado no árido pedaço de nós!
Cresceria nos encontros desalinhados do tamanho incerto, do às vezes e por vezes.

Largaria os voos rasos e Acabaria tendo, sendo e cedendo…

Porque se um dia eu pode-se… Faria desse dia…Hoje!




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