A LITLE SURPRISE

Existem momentos que nos fazem abanar, tal e qual como “cascas de nozes” em pelo alto mar.
Que nos fazem ficar sem ar, que no fazem desaparecer o chão que pisamos, sem com isso percebermos se todo esse amontoado de sentimentos, que são despejados em cima de nós, são reflexo da alegria que se insta-la em nós, se do sentido de responsabilidade que um pequeno instante e umas pequenas palavras tem.
Que nos irá acompanhar para o resto da vida, tudo vira já não é só a página da vida que muda, é todo o livro que muda é sentir de uma vez por todas que existe “algo” que dependerá de nós para todo o sempre (pelo menos em teoria!).
E isso faz sentir uma mescla de alegria, de responsabilidade e de felicidade.
Não sou nem nunca fui muito “adepto” destas emoções, mas é um facto que me vou ter que habituar a elas e se o for, que seja pelo bem.
Irei precisar certamente de um copo com água ou vários, um para me “acalmar”, outros para me ajudar a engolir algumas barbaridades que andei dizendo estes últimos tempos.
Sinto o peso da responsabilidade cair-me lentamente nos ombros, sendo acompanhado por um sorriso nos lábios.
Existem momentos que nos fazem abanar, mas são momentos como estes que nos fazem aprender a viver de novo.
É como se um nascer de um novo dia trouxe-se um céu novinho em folha em uma nova manhã, uma manhã que nunca soube-mos viver!
As coisas poderão não ficar mais “fáceis” daqui para a frente, mas ficarão certamente mais doces.
Existe agora um caminho a percorrer um caminho em que as desilusões não fazem, nem podem vir a fazer parte.
Poderei prometer mundos e fundos para o amanhã, criar expectativas, mas não posso, nem quero, “comprar” de volta o ontem.
Toco no rosto enquanto o ar se recusa a sair, o tempo parou nada avança a não ser o bater do coração e aquilo que julguei vir a ser um “baralho de cartas” a desmoronar-se mais não é que um pesadelo no escuro, que desaparece no momento que acendemos a luz, então inspiro sem medo do que o futuro me trás, mesmo metendo os pés pela mãos, esboço um sorriso de um novo medo, medo de não estar a altura, medo da responsabilidade.
Tudo isso poderá um dia vir a tornar-se realidade as expectativas que se criam, os “monstros” debaixo da cama, as noites sem dormir.
Mas por agora vou viver o momento, acompanhar-te passo a passo, dia a dia, saborear cada momento como se fosse único, porque na verde o é, mesmo não sabendo como poderá ser o amanhã, acredito que será mais “rico”, mais claro, mais preenchido, mais certo…
“Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo”
Save me
Edguy
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Beijinhos
Margarida