O REGRESSO DE UM "VELHO" CONHECIDO!!!


Hoje cruzei-me com o passado!!!

Por acaso ou nem tanto, mas o que é um facto é que no meio de papéis, um amontoado de fotografias e outras coisas do género cruzei-me com o passado.

Então dei por mim a voltar atrás sei lá 14,15 anos (talvez mais!), comecei a reviver cada momento, cada pedaço de sorriso que por lá existe, não em jeito de saudade ou de amargura, mas como a observa-lo, aqueles que poderia considerar bons e os que poderia considerar maus e isso deixou-me surpreso, não é que queira voltar a vive-lo ou que as coisas fossem diferentes (se não também eu hoje não seria igual).
O passado esta onde deve estar, mas o curioso é que ao fim deste tempo todo aprendi que afinal o local dele não é fechado em uma gaveta ou a criar pó no meio de um livro em uma biblioteca que raramente vamos, ou que nos recusamos mesmo a entrar, não, não é esse o lugar dele!

Muitas vezes temos "medo" de remexer nas coisas, nos sentimentos e então reprimimos, fazemos de conta que eles não existiram, mas é um facto que eles existiram e por isso eu recuso-me a fingir, posso não ter gostado de algumas coisas, posso de não me orgulhar de outras tantas, mas o que é um facto é que ele existiu e eu também sou um pedaço desses bons momentos, e amadureço ao "sabor" desses mesmos erros.

Hoje ao cruzar-me com o passado surpreendi-me, surpreendi-me porque aquele turbilhão de sentimentos, já não incomoda da mesma forma.

Dizem que existem coisas que o tempo resolveu e outras que o tempo vai resolver, mas nós também temos que fazer a nossa parte... e ao que parece eu estou disposto a fazer a minha!

Ok o passado é o passado! Eu diria que é uma lição, não posso viver o segundo que acabou de passar, mas posso servir-me dele para criar um melhor amanhã.

Filosofias baratas dirão uns, lamechices dirão outros, tudo bem, não tem problema!

Mas fiquei surpreso porque no passado não existem pendentes (pelo menos se assumirmos que ele esta no lugar dele).

Porque o passado não é um saco que apesar de não sabermos muito bem o que fazer com ele teimamos em guarda-lo e leva-lo sempre connosco, quase como toda aquela “tralha velha” que nos acompanha sempre que mudamos de casa, ou decidimos dar um rumo novo à nossa vida.

Teimamos em viver no passado, “volta e meia” lá estamos nós a viver no ou do passado, e acabamos por ficar sem saber o que realmente somos se o agora, se o ontem e ficamos dia após dia, ano após ano a marcar passo.

Talvez porque não poderemos dizer o que nos trará o amanhã e afinal o passado já é um velho conhecido.

E por isso assusta-nos mais olhar para a frente do que olhar para trás....

Mas então porque é que nos custa tanto mexer em algumas coisas já vividas? Seria melhor apaga-las de vez?

E se assim fosse o que faríamos à parte que hoje somos graças a essa vivência? Substituiríamos pelo que?

Parece-me que esse não será o caminho, porque isso era o mesmo que quer dizer que hoje como ontem não gosto, nem me orgulho e mim?

Se é isso então existe uma justificação para passar a vida a cair nas mesmas situações. Desculpas direi eu, tudo não passa de desculpas.....

Hoje cruzei-me com o passado e acabei por sorrir por me aperceber que afinal ele esta no lugar dele e sabem que mais? O lugar dele é em paz comigo mesmo com tudo o que fiz e passei, fiquei grato porque aconteceu em vez de ficar revoltado porque passou, e não muito lá atrás para o qual olhamos com desprezo.

E isso deixa-me aliviado, agora já me posso dedicar de outra forma não ao amanhã, porque esse ainda vem a “caminho” mas ao agora o este preciso momento (com que aprendi ontem, como posso criar um melhor agora).

Hoje cruzei-me com o passado e tudo o que tinha para lhe dizer era obrigado...



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