Because Of the times!





Em silencio….

Em silencio, falou com o olhar, com o sentimento, com o ser puro de quem venera o palco.

Sem ti, o vento norte anda louco por aí, perdeu o rumo, fez as malas e cansado partiu, partiu em busca da aventura desmesurável de quem precisa respirar, de quem precisa viver mais, muito mais, que o quotidiano simbólico de quem tenta!

E na ânsia de querer mais que a paleta de escolhas seguras que a vida o levou a ter, na fantasia pateta de que havia mais muito mais para viver… De que algures, ao virar de uma esquina, existe uma vida diferente, cheia de sorrisos e apoios, de sopros dançáveis e marés menos agitadas, 
Suplicou, suplicou que lentamente lhe arrancassem o medo, a raiva e a frustração de quem tem a alma feita não de palavras, mas de pautas e acordes.

Soprou, sequioso, de quem nos momentos incertos confessou todo o seu amor e quando no pontão do mar gélido e longinco abrandou para que a espaços saboreasse as palavras de tudo o que já foi dito, a brisa levemente trouxe-lhe a sensação, a estranha sensação de que ainda há tanto para dizer.

E eis que uma incomensurável sensação de vazio, uma dolorosa sensação de perda… lhe percorre a pele “Ensinaste-me a Amar, mas não te perdoo não me ensinares a esquecer” e com a revolta de um tornado, com todas as suas forças recusou fraquejar no eco de quem não sabe viver, de quem só está a improvisar.

De corpo… Alma… e de Sentidos, vagueou numa suave caricia dos cinco sentidos em ti, de Corpo… e Alma, clamou de joelhos para estar vivo, e de corpo… sucumbiu ao comum dos mortais.

E ao raiar do sol, como se de uma nova vida se tratasse, na intemporalidade do amor, na viagem em que as almas companheiras fazem através dos ponteiros de um relógio de Monet, voou, voou na grandeza de quem não se esgota, de quem agarra a vida que veio viver timbrada na voz, gravada na pele e com um meigo sorriso finalmente respirou.

A vida… A vida é feita disso de brisas e tornados, de furacões avassaladores, mas também de leves sopros, sussurros e paixão:

“Anda… disseste-me em silencio” e eu dei-te a mão sem Pestanejar….



(É bom ter-te aqui)



Guaranteed
Eddie Vedder

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